Internação em asilo ou repouso é abandono?

A chegada da velhice é tão modificadora quanto a chegada de um bebê ou da fase da adolescência no seio familiar, pois demanda das pessoas envolvidas uma (re) organização de estruturas físicas no ambiente e o manejo de quem assume o papel de cuidador/responsável pelo cotidiano deste SER MODIFICADOR. Quem se designa ou quem é imposto a este papel tem por responsabilidade a sua rotina e a do outro sob sua custódia. Geralmente, não é fácil lidar com as tarefas diárias desta díade, em detrimento de questões pessoais, tanto pela necessidade de aptidão do cuidador quanto pela empatia de quem está sendo cuidado.

Neste cenário, reuniões familiares são necessárias para discutir as questões voltadas ao desempenho desse papel, se há realmente uma habilidade para tal comprometimento, se há renúncias adoecedoras para a díade em questão, para avaliar as possibilidades de “guarda compartilhada”, entre outras questões pertinentes a este cuidado. É nesta avaliação que pode surgir, de forma saudável, a possibilidade da internação em asilos ou lares destinados aos cuidados dos idosos, mediante uma prévia inspeção dos familiares nas casas escolhidas e amadurecimento da ideia e das expectativas, a fim de sanar qualquer dúvida acerca dos cuidados, bem como a busca por ajuda psicológica e de assistência social. O objetivo deve ser o de promover ao cuidador/responsável e demais familiares a segurança da escolha, sem que se tenha em mente o pano de fundo do ABANDONO.



 
 

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